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O pastor como mestre e o mestre como pastor

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Resenha escrita por Carles Bernardes, estudante do Programa de Tutoria – Turma Essencial 2020

Este livro traz depoimentos importantes de dois grandes autores de nosso tempo. Não apenas autores, mas ambos, Piper e Carson, são grandes pastores e mestres de nossa geração. Ao contarem suas histórias e experiências, percebemos a grandeza desses dois magníficos ofícios e como um teólogo público deve se preparar para atender tão grande e importante papel na sociedade.

Em “O pastor como mestre: Uma jornada pessoal e o jubiloso lugar da erudição” (2016, p. 21), Piper descreve sua jornada, mas, desde o princípio, sua humildade e preocupação em refletir suas experiências mas deixar toda a glória para Cristo, são evidentes e lembra que “O amor pelo louvor humano – a glória humana – é universal e mortal.” (2016, p. 26).

Na sua trajetória de aprendizado, Piper cita sua formação em teologia e literatura e comenta o quanto os autores lidos e o conhecimento de poesia e diferentes autores, com destaque para C. S. Lewis, trouxeram a ele significados diferentes sobre pontos de vista que para ele eram, a princípio, estranhos e incomuns para seu tempo, e diz: “Lewis me ajudou a tornar-me vivo para a vida” (2016, p. 39).

Em sua entrada no Fuller Seminary, Piper diz ter sido “tolo e imaturo” o fato de estar desligado de uma igreja local (2016, p.41) e acrescenta dizendo que “separar-se de uma igreja local com um senso de auto-suficiência é, a longo prazo, suicídio” (2016, p. 42).

Seu caminho pela erudição e conhecimento começaram a mudar quando seu coração se incendiava ao ouvir uma boa pregação ou quando ouvia um sermão ruim e pensava: “ó Senhor, temos de fazer melhor do que isso!” (2016, p. 51). É impressionante como seu zelo acadêmico e a caminhada junto a uma comunidade local fizeram uma construção coerente que hoje abençoa a diversas nações ao redor do mundo.

Antes de enumerar as suas bases bíblicas para o serviço de alegria erudito (2016, p.62), Piper afirma que “Se Deus será glorificado em sermos satisfeitos nele, nossa satisfação nele tem de ser baseada na verdade.” (2016, p. 59), que diz respeito a uma satisfação bem alicerçada, com mente e coração, na palavra de Deus.

No capítulo 2, “O mestre como pastor: lições da igreja e da academia” (2016, p. 81), D. A. Carson inicia sua exposição em total sintonia com Piper, expondo o caminho inverso de sua trajetória, que o levou do pastoreio em igrejas para a vida acadêmica como mestre e escritor.

Carson traz um importante olhar sobre a importância do conhecimento a partir da leitura do texto de Mateus 12:29-30, dizendo que “amar a Deus …de todo nosso entendimento e de toda a nossa força inclui uma grande ênfase no que e como pensamos.” (2016, p. 87), aliado ao risco de se pensar que estamos próximos de Deus por causa da erudição e não por causa de Jesus e diz que “…erudição sem humildade e obediência é arrogância. Falar em conhecer e amar a Deus sem erudição é ignorância.” (2016, p. 89).

Após resumir sua própria caminhada ministerial, Carson fala sobre “Lições de um mestre como pastor” (2016, p. 96) e seus conselhos são profundamente ricos para que o ofício não seja mecânico como o de um mero intendente, ou se torne arrogante em busca de aplausos, que não se esquece das pessoas e reconhece diferentes dons, orando e trabalhando por visão, com amor à igreja.

Na conclusão desta obra, saímos inspirados pelo exemplo desses dois grandes homens de Deus, que nos inspiram a ir além daquilo que pensamos ser o ofício de um teólogo público, com amor, estudo e dedicação, pois “Jesus, …., é o modelo supremo de engajar tanto a mente quanto o coração, não comprometendo um por causa do outro.” (2016, p. 131).


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PIPER, John; CARSON, D. A. O pastor como mestre e o mestre como pastor. 1ª edição. Trad. Francisco Wellington Ferreira. São José dos Campos, SP: Fiel, 2016.

1 comment

  1. Analice Amaro

    Boa compreensão dos textos estudados e *Excelente* a obediência e dedicação ao Mestre dos Mestres.

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